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Assembleia Geral. Eleições

Vai realizar-se no dia 29/12/2020 a Assembleia Geral ordinária da ARBCAS, em que consta a seguinte ordem de trabalhos:

1 - Aprovação do Plano de Atividades e Orçamento das Receitas e Despesas para o ano de 2021.

2 – Eleição dos corpos sociais para o triénio 2021/2023

3 - Outros assuntos de interesse para a Associação.

 

 

Acordo ARBCAS – AGDA

Acordo ARBCAS – AGDA

A Direção da ARBCAS e a Administração da AGDA-Águas Públicas do Alentejo assinaram hoje um acordo de entendimento relativo à regularização de débitos referentes à comparticipação dos custos da conservação, manutenção e segurança da barragem do Monte da Rocha. Com este acordo normalizam-se as relações institucionais entre as duas entidades e abrem-se portas para a cooperação em diversos projetos conjuntos nas áreas da poupança de água, da poupança de energia e na melhoria do ambiente.

A Direção da ARBCAS agradece ao Sr. Presidente do Município de Santiago do Cacém, Dr. Álvaro Beijinha e ao Sr. Presidente da FENAREG, Engº José Núncio, o contributo para a resolução deste problema, que subsistia desde 2011.

Uma boa noticia, num ano muito difícil para todos e em especial para a ARBCAS, devido á seca que persiste desde 2016.

Tarifa de Água de Alqueva

ARBCAS-TARIFA DE ÁGUA DE ALQUEVA

A questão da tarifa aplicada para o fornecimento à ARBCAS

 

Em 2017, o Governo decidiu que a tarifa de água fornecida por Alqueva para o fornecimento a Associações de Regantes teria uma redução em 33%, passando o valor máximo previsto de 0,0450€/m3 para 0,0300€/m3, tendo para o efeito publicado o Despacho nº 3025/2017, alterando o Despacho n.º 9000/2010, de 27 de abril de 2010.

Sendo positiva esta redução, desde logo nos manifestámos (e a FENAREG, e a FAABA), considerando insuficiente, que mesmo com a referida redução, esta tarifa inviabilizava a redistribuição de água de Alqueva aos regantes dos aproveitamentos hidroagrícolas, uma vez que ainda têm que acrescer os custos das perdas na rede e os custos operacionais.

A tarifa atualmente em vigor é de 0,0301€/m3, o que se atendermos a que, no nosso caso, esta água é entregue num antigo sistema de gravidade, em canal, dos anos 70, a céu aberto, para distribuição aos agricultores, com perdas na ordem de 15%, então o custo de partida, sem os encargos de distribuição será de 0,03565€/m3.

Se atendermos a custos médios operacionais (optimistas) de 0,022€/m3, então a água fornecida pela Associação deveria ser de 0,05765€/m3, isto é, quase tanto como a EDIA (Estado) cobra aos regantes de Alqueva, mas com água filtrada e em pressão, ou em termos de comparação, 51% acima do que o Estado cobra em Alqueva, para água por gravidade.

Esta situação é mais gravosa, sobretudo no caso de anos consecutivos de seca, como a que se vive no Alto Sado, em que não existem reservas de água próprias, em anos consecutivos, obrigando à aquisição de grandes volumes de água.

No caso do Alto Sado, entre 2016 e 2020 foram adquiridos à EDIA (Estado) 43.800.000 m3, a que corresponde um encargo de 1.129.000,00€, representando em 2019 e 2020 mais de 32% do encargo anual. Esta situação altera e desequilibra significativamente a estrutura de custos da ARBCAS, que sendo gestora de estruturas de rega muito antigas, muito dependentes de mão de obra e carentes de conservação e manutenção, não pode reduzir custos nestas duas grandes rubricas sob pena de não ser possível funcionar a distribuição de água. Restava subir as taxas para valores incomportáveis que inviabilizariam economicamente as culturas e obrigariam à desistência de muitos agricultores. Subimos as taxas aos nossos regantes em 50,5% e mesmo assim não é suficiente.

Mas a tarifa aplicada para o fornecimento a Associações de Regantes será baixa, elevada ou estará bem? Diríamos que para quem não utiliza ou utiliza pouca quantidade, está bem ou até é baixa. Para nós que infelizmente não dispomos de reservas na albufeira do Monte da Rocha e necessitamos sistematicamente, desde 2016, de comprar ao Estado (EDIA) grande quantidades de água, temos de considerar imensamente elevada. Para o Estado (EDIA) será sempre pouco. Mas se considerarmos que, segundo os relatórios de atividade da EDIA publicados, os resultados antes depreciações gastos financeiros e impostos têm sido positivos nos últimos anos, entende-se que a receita do fornecimento de água tem sido suficiente para suprir as despesas, o que não acontece na maioria dos investimentos públicos do Estado.

Embora as Associações de Regantes não tenham fins lucrativos, podem e devem acautelar nos seus orçamentos anuais, nunca financiados pelo Estado, sempre suportados pelo regantes, reservas para fazer face a imprevistos, tais como obras extraordinárias ou situações de seca. No caso da ARBCAS sempre se teve esta visão e este cuidado, uma vez que, infelizmente as situações de seca mais ou menos severa têm acontecido no nosso passado.

Perante do drama da seca e o encargo com a aquisição de água, em 2017 registámos um défice de 35.034,02€, em 2018 registámos um défice de 18.810,50€, em 2019 registámos um défice de 377.179,44€ e em 2020 o défice deverá ser superior a 400.000€. Um prejuízo de mais de 830.000,00€ em 4 anos. Muitas empresas já teriam entrado em insolvência por muito menos, tendo valido, até agora, as reservas de que dispúnhamos, bem como a nossa perseverança e determinação.

Mas fará sentido o Estado (EDIA), condicionar ou mesmo inviabilizar uma concessionária do Estado (Associação de Regantes, sem fins lucrativos), quando o objetivo final do investimento do Estado em regadio deveria ser viabilizar o setor agrícola e as culturas economicamente mais competitivas de regadio, para bem do Pais, independentemente de quem gere as infraestruturas? Parece não fazer sentido. E o Estado não tutela as duas entidades? Sim.... mas ….

Note-se que sempre defendemos e continuamos a defender o projeto de Alqueva e a necessidade desta grande “mãe de água” abastecer todo o Alentejo, garantindo o abastecimento de água a uma área cada vez mais alargada, com claros benefícios para a região e para o Pais. Se não houvesse Alqueva estes últimos 4 anos teriam sido trágicos para todo o Alentejo. Para nós seria a paragem total. Assim foi possível levar água a 3000 ha dos 7000 ha que potencialmente são geridos pela ARBCAS. Infelizmente teve um custo que nos está a estrangular e a fazer definhar.

Para a ARBCAS, os seus regantes e os seus funcionários, no ano de 2021 resta-nos a esperança e contamos com o “regresso de S.Pedro” e a sua eventual generosidade pluviométrica.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Seca Severa ou Seca Extrema?

ALTO SADO - SECA SEVERA ou SECA EXTREMA?

Em Campilhas e Alto Sado, desde 2016, vive-se uma situação de défice hídrico, quer no sequeiro, quer no regadio. De facto, ao contrario da maioria do território nacional, nesta região tem ocorrido menos chuva do que seria esperado e os números dizem-nos que efetivamente a precipitação é menor que os 600 mm da média regional.

No regadio, em 2016, 2017 e 2018 regou-se com restrições, com rateio, que implicou redução de área ou rega deficitária. Em 2019 e 2020 não houve rega, com prejuízo para mais de 200 famílias e 3000 ha de potencial regadio.

A albufeira de Campilhas, apenas tem 6,8%. da sua capacidade e a albufeira do Monte da Rocha apenas tem 8,9%, sendo a pouca água disponível para abastecimento público.

O milho, o tomate, o arroz, os prados e as forragens que se faziam, foram substituídas por culturas pobres de sequeiro ou por baldios.

No sequeiro, a falta de água, mais do que visível é alarmante para quem aqui habita e muito mais para quem depende do setor agrícola para viver. Há muito que não existe água na superfície. Primeiro secaram os barrancos, depois as ribeiras e agora o próprio ria Sado deixou de correr, secando mesmo os “pegos” que os mais antigos nunca viram sem água. Os poços há muito que secaram, os furos só têm “água salgada”. Fazem-se dezenas de quilómetros para procurar água para o abeberamento dos animais. É um vaivém diário de cisternas aos canais servidos pelo sistema de Alqueva. Agora não é altura de fazer contas a este abeberamento e ao custo da alimentação dos animais, o que interessa é a sobrevivência…  esperar que venha a tão ansiada “água do céu”. Vive-se do parco mealheiro, de quem vai fiando e de endividamento na banca.

Mas com este cenário estamos em seca severa ou seca extrema? Para muitos estes termos deixaram de ser racionais, passaram a ser políticos. Chamem lá o que quiserem, mas que não há água e que esta situação é muito mais que extrema, é…. Só nas cidades e nas “reuniões da seca” é que não se nota nada…

Á Associação de Regantes chegam pedidos de “não haverá quem nos ajude??”…  . Com a ajuda do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, da Cooperativa local, a Alensado e da Associação de Orizicultores de Portugal, lá se decide convidar a Sra. Ministra da Agricultura… para ao menos se poder desabafar e falar das “nossas dores”.

Mas nada, nem uma carta, um email, um telefonema simpático… que permita transmitir algum alento e esperança no futuro. Não se espera que o Estado faça chover, nem que venha com um “saco de dinheiro” para distribuir aos “pobres” agricultores afetados pela seca. Não. Tão só se espera que alguém olhe para esta região e sinta que aqui mora gente, que procura viver da agricultura, que está a definhar pelos efeitos de uma seca prolongada, severa ou extrema, e que, tal como outros portugueses afetados por intempéries ou tragédias naturais, merece a mesma atenção e respeito.

 


 

 

ARBCAS - TARIFA DE ÁGUA DE ALQUEVA

A questão da tarifa aplicada para o fornecimento à ARBCAS

 


 

 

Seca grave.Município de Santiago do Cacém convida Ministra da Agricultura

A Câmara Municipal de Santiago do Cacém enviou um convite à Ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, para visitar a região de Campilhas e Alto Sado e inteirar-se do cenário dramático que aqui se vive devido à falta água para a rega dos 3800 ha de área beneficiada pelas duas albufeiras.

Covid19 Abertura

A ARBCAS iniciou a abertura condicionada do atendimento:  

Relatório/Contas 2019

Foi aprovado, no passado dia 23/06/2020, em Assembleia Geral, o Relatório e Contas do 65º Exercício – 2019. 

Infelizmente, em resultado da falta de água nas albufeiras, confirmou-se o maior défice da história da ARBCAS: – 377.179€.

ARBCAS na FENAREG

Ontem, 25 de junho de 2020, em Assembleia-Geral extraordinária, foram eleitos os Corpos Sociais da FENAREG para o triénio 2020-2022.

A ARBCAS foi reeleita, assumindo a Presidência da Assembleia Geral, cargo em que é representada pelo Engº Ilidio Martins.

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Apoiar os Bombeiros

A ARBCAS ofereceu mascaras de combate a incêndios aos Bombeiros Voluntários de Alvalade, no valor de 750 €

 

Estrada Nacional 261/2,
Alvalade Sado
7565-014 ALVALADE

Telef. 269 590 034; 269 595 127

Telem.  961 407 231

arbcas@sapo.pt
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